Vini Vinci 2011

No eixo Rio-São Paulo temos muitos eventos de vinhos. E se eu tivesse que fazer uma divisão dos tipos de eventos existentes, poderia dizer que são 2 principais: os que são promovidos por importadoras e os independentes. Dentre os independentes eu não posso deixar de citar o que eu organizo, que é o Encontro de Vinhos e também a ExpoVinis, que é a maior feira do setor da América Latina.

Dentre as feiras organizadas pelos importadores, sem dúvida a da Mistral e da Vinci são algumas das que mais chamam a atenção pelo seu tamanho e grandiosidade.

E está chegando a vez do evento da Vinci Vinhos, que em 2011 reunirá mais de 50 prestigiadas vinícolas da África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Portugal e Uruguai, trazendo cerca de 255 vinhos, incluindo muitas novidades e lançamentos.

No Rio de Janeiro, o Vini Vinci será realizado no dia 23 de maio (segunda-feira), das 17h às 22h, no Sofitel (Av. Atlântica, 4240 – Copacabana). Em São Paulo, nos dias 24 e 25 de maio (terça e quarta-feira), das 17h às 22h, no Grand Hyatt (Av. das Nações Unidas, 13301 – Brooklin).

Entre os produtores que estarão presentes, estão os franceses Luc Baudet, do Château Mas Neuf, famoso por produzir vinhos de alta qualidade a preços justos na emergente região de Costières de Nîmes; e Bertrand-Gabriel Vigouroux, da Georges Vigouroux, que em 2000 assumiu o comando da vinícola até então dirigida pelo pai, Georges, dona de caves moderníssimas instaladas sob um dos mais belos castelos do século XIII no sul da França.

Da Itália, grandes nomes como o super-enólogo Alessandro Cellai, que assina os rótulos das toscanas Castellare di Castellina, Podere Monastero e Rocca di Frassinello e a Feudi del Pisciotto, da Sicília; Antonio Argiolas, batizado com o mesmo nome do avô, fundador da Argiolas, representa a 3ª geração da família no comando da vinícola, que acumula 17 tre bicchieri no Gambero Rosso e é classificada com sua disputada stella; e Giancarlo Guarnieri, da Lanciola, produtor de verdadeiras joias em Chianti Colli Fiorentini e Chianti Classico.

Da Espanha, vêm José Manuel Ortega Gil-Fournier, que dirige as bodegas O. Founier na Ribera del Duero, na Argentina e no Chile; Joan Arrufí, proprietário e enólogo da Altavanis, da ainda pouco conhecida DO Terra Alta; e Alvaro Comenge, que em 1999 inaugurou a Comenge, nova estrela da Ribera do Duero e embaixadora da casta Comenge Verdejo.

Produtores portugueses também marcam presença no Vini Vinci 11, como a enóloga Joana Cunha, que trabalha ao lado de Francisco Olazabal na Quinta do Mondego, no Dão, e Joaquim Guimarães, da Monte da Ravasqueira, instalada em uma das melhores localizações do Alentejo.

O Brasil estará representado por Eduardo Angheben, da gaúcha Angheben, única vinícola nacional no catálogo da Vinci.

O evento traz ainda muitos outros nomes do mundo do vinho, como o promissor enólogo Gabriel Pisano, que aos 27 anos é proprietário da uruguaia Viña Progreso, e a húngara Kata Ádász, diretora da Tokaji Hétszölö e jornalista de vinhos, que já colaborou para publicações como a inglesa Grapes Talks.

Eu estarei lá e farei algumas entrevistas interessantes com alguns produtores de países que eu quero conhecer mais os vinhos e em breve conto aqui. Se você tiver oportunidade de ir, eu recomendo. É um ótimo momento pra se conhecer bons vinhos e conversar diretamente com os produtores.

Um abraço

Daniel Perches

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