Vieux Télégraphe, um ícone da região de Chateauneuf-du-Pape

N região do Rhône, na França, tem uma parte que chama-se “Chateauneuf-du-Pape”. É uma área nobre para o cultivo de uva e produção de vinho e de lá vêm os grandes vinhos feitos em toda a região. E como era de se esperar, alguns nomes se destacam pela qualidade e tradição. E o Domaine du Vieux Télégraphe é sem dúvida um dos grandes expoentes.
É uma vinícola familiar que está há 5 gerações fazendo vinho e que a cada ano parece que ganham mais reconhecimento e notoriedade. Não é muito grande mas faz vários vinhos e bem legais. O nome “Velho Telégrafo” vem porque antigamente, dentro do que hoje é o vinhedo, havia uma torre de telégrafo que foi muito utilizada. Os anos se passaram e a máquina foi aposentada, mas as pessoas da região passaram a usar como referência a “torre do velho telégrafo”.
Provei os vinhos e comprovei a fama de que são muito macios e complexos quando estão em seu auge e que quando envelhecem, ficam talvez ainda mais interessantes. Se você tiver interesse em conhecer um bom exemplar da região, os vinhos da Vieux Télégraphe são uma boa opção. Veja abaixo alguns para se basear.
vieux_telegraphe
Megaphone AOC Ventoux 2012
R$ 180
Grenache Noir e Syrah
Vinho mais leve e fácil de beber. Tem uns aromas de ervas bem interessante, na boca é “nervoso” e vai bem até com uma comida mais leve.
Telegramme chateauneuf-du-Pape AOC 2011
R$ 338
Encorpado mas sem enjoar. Percebe-se a potência, mas vem acompanhada de uma maciez impressionante.
Começou em 2002 e é o segundo vinho de Vieux Télégraphe. O rótulo é do Vieux Télégraph ao contrário e bem interessante.
La Roquette 2009
R$ 375
Feito com uvas de um vinhedo perto de Vieux Télégraph, mantém a mesma elegância dos outros é uma acidez bem marcada. A diferença é pouca de um para o outro, mas o preço é a metade. Vale a pena provar.
Gigondas 2009
R$ 348
Elegante, encorpado e ao mesmo tempo bem macio. Um vinho para deixar na taça por um bom tempo para ele abrir e ir soltando aromas diferentes.
Provei ainda as safras 2010, 2009, 2005, 2001 e 1998 do Vieux Télégraphe e todas estavam muito boas. Para mim, a 2005 estava a melhor.
Os vinhos do Domaine du Vieux Telegraph são importados pela Ravin no Brasil.
Um abraço
Daniel Perches

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4 Comentários

  1. 1

    Amigo Daniel, boa noite!

    Você não faz ideia de como a sua matéria caiu do céu!
    Conheci os vinhos Chateauneuf du Pape há uns dois anos e adorei. No início de 2015, fui para Paris e comprei alguns tops, dentre os quais o Telegraphe e seu irmão Telegramme, ambos 2012.
    Amanhã, preciso escolher um bom Chateauneuf para apresentar a um grande amigo. Ele não conhece tais vinhos e combinamos de tomar um bom exemplar amanhã no jantar.
    A questão é: vale a pena já abrir o top Telegraphe? Ou melhor seria o Telegramme? Procurei no wine-searcher.com e vi que a Jancis Robinson faz as seguintes sugestões de quando tomar:
    Telegraphe: de 2020 a 2028;
    Telegramme: de 2016 a 2024.
    Como uma terceira opção, também tenho um Ogier Cuvee De L’Hospice 2011, que comprei da World Wine numa promoção com 50% de desconto.
    E então, me caro, consegue me ajudar, né? rsrs
    Ah, para harmonizá-lo, pensamos num risoto de shitaque com alho poró e um bife de ancho na churrasqueira. O que me dizl?
    Grande abraço!

    Alysson

  2. 2

    Alysson

    Tudo bem? Que bons vinhos você tem aí, hein? O Telegraphe realmente é um vinho de longa guarda, mas é perfeitamente possível abrir agora. Você vai ter um vinho super potente que vai combinar muito bem com a sua carne.
    O Telegrame já deve estar mais evoluído e se gostarem de vinhos mais maduros, pode ser uma boa pedida. Eu acho que o Telegrame vai melhor com o seu risoto de Shitake.
    Espero que a harmonização seja boa. Depois me conta.
    Um abraço

  3. 3

    Daniel, tudo blz?

    Rapaz, não li seu comentário a tempo e optei pelo Ogier Cuvee De L’Hospice 2011.
    Olha, o bicho estava uma delícia! Com a Prime Rib na churrasqueira, ficou show!
    Muito obrigado pelas dicas! Dá próximas, certamente as colocarei em prática!

    Abração

  4. 4

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