Um pouco sobre os vinhos da Marichal, do Uruguai

Desde que provei pela primeira vez os vinhos da Marichal, um fator que me chamou a atenção foi esse lado mais “inovador” deles, fazendo vinhos diferentes, de cortes diferentes. E o vinho em si é mais moderno, mais macio, fácil de beber. Enfim, um produtor do Uruguai que eu sempre prestei atenção.

E recentemente eu estive por lá e visite a vinícola. Juan Andrés Marichal me recebeu com toda a sua simpatia e simplicidade que encantam. Um cara super acessível sorridente e de bem com a vida (e isso faz uma diferença danada, não é mesmo? A gente sempre se sente melhor perto de pessoas assim).

Ele me contou a história de sua família e é muito legal ver que eles mantiveram todos por perto, inclusive as construções antigas das casas onde viviam os avós viraram parte da vinícola, ilustrando melhor ainda tudo o que me disse. Basicamente são uma família de viticultores e que viveram sempre por lá. Os detalhes (que são os mais legais) eu vou deixar para você ouvir direto dele quando for visitar o país.

Se você encontrar um vinho da Marichal aqui no Brasil para provar, pode já esperar algo bem harmônico, mesmo os tannat’s, que em geral são mais tânicos. Eu provei alguns lá (veja abaixo) e o meu destaque vai para o Pinot Noir Blanc de Noir e Chardonnay e para o Sauvignon Blanc.

VINHOS PROVADOS

blancSauvignon Blanc 2015
Esse ainda era uma amostra de tanque, pois ainda não está pronto, mas tem um aroma muito legal e leve, fácil de beber. Ainda mais fresca e interessante do que a safra de 2013. Vale ficar ligado quando chegar no Brasil.

Chardonnay 2015
Vinho fresco, que não passa por madeira. Na boca fica só o frescor e com isso ganha em facilidade para beber. Um tipo de Chardonnay que eu gosto bem mais do que aqueles com madeira.

Pinot Noir Blanc de Noir e Chardonnay
Parcialmente fermentado em barrica. O vinho fica só 3 horas em contato com as cascas para dar um pouco de tanino e de cor. Esse vinho nasceu por acidente, porque uma vez eles resolveram sangrar o Pinot Noir (tirar um pouco de vinho do tanque e deixar menos líquido em contato com a casca para ficar mais concentrado). O que saiu ficou muito bom e depois disso colocaram em linha.

Pinot Noir 2011
Tem fruta muito intensa e na boca tem bastante tanino (apesar de não parecer). Está bem evoluído e de uma forma bem diferente, com uns aromas de frutas cozidas. Bem legal.

Pinot Noir/Tannat 2011
Une bem as duas variedades, deixando o que tem de bom de cada uma. Vibrante como o Pinot Noir e potente e estruturado como o Tannat. Todos os anos tentam fazer novos cortes e porcentagens mas nunca saem desse, porque senão a Tannat  passa por cima.

mgrTannat Premium Varietal 2013
Vinho sem madeira. Não é muito intenso e que dá para beber sem precisar de uma comida muito forte. Fica um final muito agradável.

Reserve Collection Tannat 2011
Usa barricas de vários anos diferentes de uso, para dar mais maciez e complexidade ao vinho. Fica realmente com aromas bem definidos e em boa quantidade e ao mesmo tempo na boca sente-se esses aromas mas sem ficar pesado.

Tannat Grand Reserve 2011
Fazem com uma parcela específica do vinhedo que tem vinhas velhas e que produzem um vinho excepcional. Ainda tem muito tanino e acidez, mostrando que dá para guardar por muito tempo. Passa por barricas novas mas não se percebe.

Serviço
Marichal – http://www.marichalwines.com/
Visitas devem ser agendadas pelo site neste endereço: http://www.marichalwines.com/es/visitas.html
Tel: (+598) 43321949  Fax: (+598) 43324926
Endereço: Ruta 64 km 48,5 / Acceso por: Ruta 5 km 39  Etchevarría, Canelones, Uruguay.
GPS: Lat: S 34º33 292 / Long: W 56º 18 951

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