Salton Evidénce

Considerando que o Brasil vem se destacando na produção de espumantes, resolvi provar esse da Salton, que é feito através do método champenoise. Já estava há algum tempo de olho nele e até então não tive oportunidade. Esse carnaval foi o momento que eu precisava (afinal de contas, com o calor que fez em São Paulo nessa época, só com espumante ou um branco bem gelado).

É um espumante que nitidamente tem um ótimo tratamento e já pela garrafa podemos ver isso. Produzido com as castas Pinot Noir e Chardonnay, apresenta uma coloração amarelo dourado, com perlage fina e constante, além de uma boa espuma ao ser servida. Mesmo após um bom tempo de serviço, seu cordão de borbulhas continuava firme e forte.

No nariz apresenta aromas de frutas frescas, seguido por um fermentado tendendo ao brioche. Sem dúvida, algo com o Champagne.

salton_evidenceEm boca apresentou um bom corpo, mas senti que faltou acidez, além de aparecer um leve amargor no final (praticamente imperceptível, mas que estava lá). Nada disso desabona a grande qualidade desse espumante, mas se tivesse mais acidez, seria perfeito.

Apesar de sua excelente qualidade, o que me decepcionou um pouco foi o preço. Comercializado a aproximadamente 50 reais na rede Carrefour, compete com espumantes de outros países e até com nacionais de ótima qualidade. Independente disso é um excelente companheiro para os dias quentes e melhor ainda se for degustado à beira da piscina ou então acompanhado de frutos do mar bem frescos. Já imaginou?

Um abraço

Daniel Perches

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8 Comentários

  1. 1

    Daniel,

    Concordo, é bom, mas não vale os R$ 50,00. Tá salgado.
    Na minha leiga opinião os espumantes da Serra Gaúcha deveriam utilizar mais a Riesling na sua composição, que além de ser abundante por lá, melhoraria a acidez.
    Parece que a Chandon, e algumas outras vinícolas a utilizam.

  2. 2

    Olá Paulo
    Concordo com você que o Riesling daria um toque bem interessante. Infelizmente estamos com pouca produção dessa uva no Brasil, principalmente porque há alguns anos essa variedade foi “trocada” pela tão famosa Chardonnay. Agora estamos sofrendo com isso. A Chandon usa riesling sim, além de algumas outras também.
    Um abraço
    Daniel

  3. 3

    Daniel,

    Quanto a Riesling na Serra Gaúcha, não sei te dizer ao certo, mas na Região da Campanha Gaúcha, existe uma boa quantidade, principalmente em Santana do Livramento, nos antigos vinhedos da Almaden, adquiridos pelo Grupo Miolo, Randon, Lovara, recentemente. A Coperativa Vinícola Aliança também está presente na Região, e tem também vinhedos da Riesling Renana.

    Um abraço.

  4. 4

    Pois é, Paulo. Era sobre esses vinhedos mesmo que eu estava falando. Mas me parece que não tem muito mais do que isso. Quem sabe os produtores não resolvem trocar só um pouquinho de Chardonnay por Riesling, para que nos próximos anos a gente comece a ter mais dessa variedade tão interessante produzida aqui no Brasil?
    Falando nisso, você já provou o Riesling da Almadén? Se sim, o que achou?
    Abs

    Daniel

  5. 5

    Daniel,

    Dados da Aliança :

    “Em continuidade ao projeto de expansão, como também para obter vinhos com características diferenciadas, a Aliança adquiriu, em 2005, os ativos da Livramento Vinícola, sediada na Campanha Gaúcha, município de Santana do Livramento. A propriedade ocupa uma área de 450 hectares, com 65 hectares já com o cultivo de uvas das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Chardonnay, Gewurztraminer, Riesling, entre outras. Nesta ampla e bem equipada estrutura de vinificação, são elaborados com muito cuidado e dedicação os vinhos finos e espumantes Aliança, como também os varietais Santa Colina.”

    Embora prefira tintos, já consumi muitos vinhos Riesling, até porque, antigamente, era praticamente só o que existia (Brancos) aqui no Sul, o Riesling e o Moscato Giallo.
    A Granja União, hoje Cordellier( na entrada do vale) tinha um Riesling razoável para padrões nacionais.
    Da ex-Almaden, eu já provei, não me chamou atenção, aliás como toda sua linha de vinhos. Embora digam que o Terroir é muito bom.
    O Riesling Renano Santa colina, que eu não sei se ainda fabricam, era um pouco melhor.
    Acho que as uvas brancas aqui do Sul, deveriam ficar mais para vinho base de espumantes. Nunca vamos competir com outros países produtores, apesar das tentativas. A Miolo está apostando na Pinot Griggio, nas terras da Fronteira ( Candiota).

    Prova disso : Até o Uruguay da Tannnat, está com ótimos vinhos Sauvignon Blanc, que não ficam muito atrás, nem dos Neo-Zeolandeses.

    Saudações

  6. 6

    Paulo, obrigado pelas ricas informações. Sobre o Brasil trabalhar as suas uvas brancas para base de espumantes eu concordo em parte. Tenho visto alguns ótimos vinhos brancos por aí. Você já provou o Chardonnay Reserva da Casa Venturini? Esse vale a pena procurar! Eu pretendo falar sobre ele em breve.
    Um abraço
    Daniel

  7. 7
  8. 8

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