RAR Collezione Viognier 2010 #cbe

Gosto de pensar nas experiências que vivo quando estou bebendo um vinho. Não é difícil acontecer de alguém me perguntar sobre um vinho e eu lembrar primeiro da situação em que bebi, do dia e das emoções e aí sim, depois, lembrar de como ele é de aromas e sabores. Gosto que seja assim e espero que sempre tenha mais boas experiências do que ruins.

E o RAR Viognier 2010 foi um vinho que eu provei em uma ocasião bem legal, pois foi um dos vinhos apresentados no Winebar que a Miolo fez conosco. Foi um grande prazer sentar ao lado do Miguel, que é o enólogo e poder conversar com ele por horas sobre viticultura, sobre Brasil, sobre Portugal, sobre enófilos (e claro, sobre enochatos) e muitos outros assuntos legais que rolaram. Miguel é daqueles caras de papo legal, que você vai emendando um assunto no outro e quando vê, a hora passou.

Apresentamos o Winebar e depois ficamos lá, na sala de degustações da Miolo, no meio dos vinhedos de Bento Gonçalves, terminando a garrafa acompanhada de alguns petiscos que providencialmente apareceram para nos alegrar. Como o Miguel disse, os primeiros goles são para o corpo, mas depois os outros são para a alma. Tratamos de respeitar o ditado e não deixá-la de fora.

Gosto de vinhos feitos com Viognier principalmente para dar uma fugida do tradicional Chardonnay e Sauvignon Blanc. Esse especialmente tinha um toque floral que me agradou bastante, porque se misturava com algo mais adocicado no nariz, fazendo uma combinação bem interessante. Na boca a acidez dele combinou muito com as sementes que tínhamos, que eram nozes, castanhas e amêndoas. Tentei com um presunto tipo parma, mas o sal não foi muito bem com o vinho.

Esse é um vinho para se tomar com os amigos, batendo papo e com alguns acompanhamentos leves. Dá pra servir como entrada, acompanhando também uma saladinha leve. Não é dos vinhos brancos mais leves, mas também não é muito carregado. Acho que o Miguel fez um balanço bem legal de tempo de barrica desse vinho, para ele ficar fresco e agradável de beber, sem ficar enjoativo.

Se tiver oportunidade, alimente a sua alma com esse vinho e depois me diga se valeu a pena. A minha está agradecendo até hoje.

Um abraço

Daniel Perches

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2 Comentários

  1. 1

    Esse vinho é bem gostoso mesmo, um dos que eu degustei com o Miguel no meio acotovelado balcão de degustação na expovinis, o Miguel é sempre muito bacana e seus vinhos não ficam para trás.
    Se tu falares com ele pergunta sobre o “castas Ninjas”, a historia é boa.

    Abs Tádzio

  2. 2

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