Prepare-se para as promoções de final de ano (e cuidado)

sale

É comum no final do ano aparecerem muitas promoções de vinhos. São “feirões”, “saldões”, “leve 4 e pague 3” e por aí vai.

A idéia é que você possa aproveitar essa época para abastecer a sua adega, afinal de contas, vem aí festa de Natal, Ano Novo, férias e por aí vai.

Sem dúvida, é uma boa oportunidade, mas tome bastante cuidado, pois não é raro encontrarmos “pegadinhas” no meio dessas promoções. Calma, eu explico: durante o ano, alguns vinhos ficam encalhados (e isso pode ser por vários motivos, dentre eles, o preço ou a qualidade) e o varejista precisa liberar o espaço no estoque, pois nessa época ele também faz negociações com novos produtores, para renovar a sua carta. E se o estoque estiver cheio, não vai dar pra guardar.

E nesse estoque pode ter muita coisa boa, que por conta de uma política de preço, não conseguiu ser vendida. Mas também pode ter vinhos que já passaram do ponto.

E como saber se estão bons ou não? Bem, isso é uma tarefa um pouco complexa, mas vamos tentar generalizar ao máximo aqui, para ajudar o consumidor a não comprar gato por lebre (ou vinagre por vinho):

 

– Vinhos brancos em geral devem ser consumidos jovens, com no máximo 3 anos depois de sua safra. Como estamos em 2009, vinhos produzidos antes de 2006 já são suspeitos.

– Espumantes não-safrados (que não mostram o ano no rótulo) também têm vida curta.

– Vinhos tintos têm, em geral, uma vida mais longa, mas não espere que aquele vinho que custa 15 reais no supermercado vá durar 10 anos em sua adega. Os vinhos de guarda são em geral bem mais caros e devem estar bem acondicionados. Se você for comprar um vinho mais simples, procure os mais jovens (de preferência de 2005 pra frente)

– Vinhos de sobremesa (e do Porto) costumam ter uma vida mais longa. Esses podem ser guardados por mais tempo.

 

É claro que existem muito mais variáveis no processo, como país e região de produção, uva, modo de produção, acondicionamento, etc., mas com essas regrinhas básicas, já dá pra fugir das “bombas” que de vez em quando aparecem.

Em breve, conto mais sobre vinhos de guarda aqui, com mais detalhes.

Um abraço

Daniel Perches

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