Os tipos de vinho do porto – parte II

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Dando continuidade à nossa viagem ao conhecimento sobre os vinhos do Porto, vamos falar sobre os 3 tipos que restaram.

Mas antes, mas algumas curiosidades sobre esse vinho tão interessante: pra se fazer o vinho do porto, adiciona-se aguardente vínica numa proporção de 4 pra 1. Ou seja, pra cada 4 partes de vinho do porto, adiciona-se 1 parte de aguardente. Isso faz com que a fermentação seja interrompida e o seu açúcar seja preservado.

Outra curiosidade é que os principais produtores ainda trabalham no sistema de pisa. As uvas são colocadas em grandes tanques e são pisadas por pessoas descalças. Isso porque a semente da uva não pode ser amassada, senão traria um amargor para o vinho. Até hoje não se produziram máquinas que consigam detectar o momento certo de se parar de prensar a uva e não romper a semente. Quando os homens pisam, eles sentem a semente “machucando” o pé e não as rompem. Isso acontece há séculos e apesar de alguns produtores mais modernos já terem algumas máquinas que façam o trabalho parecido, nenhum ainda conseguiu os resultados que se tem com a pisa.

Mas vamos aos outros tipos de vinho do porto:

porto_30-anosPorto com indicação de idade – Pode ser 10 anos, 20 anos, 30 anos ou até mais. Esses vinhos passam por um teste de legitimidade no Instituto do Vale do Douro. Ou seja, pode acreditar se comprar um Porto 30 anos. Ele ficou lá guardado por 3 décadas. É um vinho mais encorpado, com aromas de baunilha, frutas secas e um bom halo de evolução. Podem ser guardados por muito tempo ainda.

 

porto_messias_colheita_1995Porto Colheita – É o vinho de uma só colheita, ou seja, de um só ano (os outros, como já vimos, podem ser misturados). O ano da colheita aparece na garrafa. Estagiam no mínimo 7 anos em barris de madeira antes de serem comercializados. É também conhecido como “Porto de Aniversário”. As pessoas costumam (principalmente em Portugal) dar um vinho desses do ano que a pessoa nasceu de presente.

 

porto_vintage-2005Porto Vintage – É o porto top. Esse só é produzido em safras excepcionais e também precisa ser homologado pelo Instituto do Vale do Douro. Se eles não entenderem que esse vinho tem características excepcionais, não autorizam que seja comercializado como “Vintage”. Aqui se encaixam também os “LBV”, que são os “Late Bottled Vintage”, mas que em geral não tem uma qualidade tão grande quanto os Vintages. São bem caros e longevos, podendo ser armazenados por décadas.

 

Agora que já sabemos as diferenças entre os vinhos do Porto, só nos resta buscar um bom queijo Serra da Estrela, que é o parceiro ideal para esses vinhos e nos deliciarmos com essa iguaria que só Portugal nos oferece.

Um abraço

 

Daniel Perches

 

 

Fonte: Larousse do Vinho 2007 e Atlas Mundial do Vinho

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2 Comentários

  1. 1

    Prezado Daniel, acompanho diversos blogs de vinhos portugueses e alguns desse lado do Atlântico, inclusive o seu do qual gosto muito. Só queria fazer uma observação sobre os tawny de idade que não possuem exatamente a idade constante do rótulo e sim uma idade média pois são elaborados com um corte de diversas safras. O vinho deverá sim, apresentar características de um vinho dessa idade, algo que é homologado pelo Instituto do Vinho do Porto.

  2. 2

    Oi Freddy
    Você está certo. Obrigado pela observação e por acompanhar as matérias. E se tiver mais algo que queira compartilhar sobre os vinhos do porto (ou algum outro), por favor sinta-se à vontade.
    Um abraço
    Daniel

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