Lidio Carraro Singular Nebbiolo 2006

Como já comentei aqui algumas vezes, gosto bastante dos vinhos produzidos pela vinícola Lídio Carraro. São vinhos que expressam seu caráter através de um cuidado muito especial de seus produtores, desde o plantio até a produção final.

Eu já tinha provado vários dos produtos vinícola, mas o Nebbiolo eu ainda não tinha conseguido provar com calma. Digo “com calma” pois pude prová-lo na ExpoVinis desse ano, mas as condições não eram as melhores. Estande cheio, muito barulho, pouco tempo para conversar sobre o vinho… Enfim, valeu para saber que eu deveria provar com mais calma.

E foi assim que eu e o meu amigo Beto Duarte decidimos então abrir uma garrafa desse belo vinho, para degustar mais tranquilamente.

O lugar escolhido foi o Restaurante Ráscal, no Itaim (em São Paulo). Um belíssimo restaurante que tem como Sommelier o Anderson, um rapaz muito atencioso e educado. É um lugar que vale a pena conhecer.

Mas hoje falaremos do vinho (sobre o Rascal eu posso contar outro dia). O Lidio Carraro Singular Nebbiolo é um vinho que, como todos os outros da vinícola, não passa por madeira para afinamento. É produzido em tanques de aço e imediatamente engarrafado.

Lidio Carraro Singular Nebbiolo 2006Em taça mostrou uma coloração típica dos nebbiolos, granada, com reflexos alaranjados. Translúcido.

No nariz apresentou ótimos aromas, nos remetendo a frutas secas, um leve terroso e algum toque defumado. Posteriormente evoluiu para toques mais licorosos, mas sempre mantendo a sua característica inicial.

Em boca é macio, apesar de seus taninos estarem ainda jovens. É sem dúvida um vinho para envelhecer mais uns 5 anos talvez, antes de chegar à sua plenitude. Mas mesmo com esses taninos mostrando toda a sua força, seu final é equilibrado e longo.

É um belíssimo vinho, que se equipara a bons barolos e barbarescos (que são vinhos italianos feitos com a mesma uva).

O único ponto negativo é o preço, que chega na casa dos 180 reais. Infelizmente, pelo menos pra mim, não é um vinho que dá pra se beber frequentemente. Mas se ele fosse mais barato, com certeza habitaria constantemente a minha adega.

Um abraço

Daniel Perches

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