Heartland Stickleback Red 2008 #cbe

Hoje comento sobre um vinho de corte, que foi a minha escolha para a Confraria Brasileira de Enoblogs, que tem como intuito publicar todo dia 01 de cada mês a escolha de um dos confrades. Esse mês a escolha foi minha e fazendo juz ao nome do meu blog, pedi que nesse mês fosse um vinho composto por pelo menos 3 uvas e que fosse tinto.

E foi por acaso que eu conheci esse australiano, que é produzido no sul do país, com uvas vindas de Langhorne Creek e Limestone Coast. Esse é composto de mais de 3 uvas. Temos Shiraz (61%), Cabernet Sauvignon (20%), Dolcetto (14%) e Lagrein (5%). Achei a composição muito interessante, pois tanto a Dolcetto quanto a Lagrein (duas uvas tipicamente italianas) eu nunca tinha visto em vinhos australianos.

HeartlandSticklebackRed2008Esse foi um ótimo corte, resultando num vinho muito equilibrado, aromático e com boa estrutura. No nariz apresentou aromas terrosos, mesclados com frutas negras e terciários como couro e defumado. Em boca, muita estrutura e força, mostrando-se um vinho jovem e com muita força. Taninos bastante presentes e com bom potencial de guarda. Final relativamente longo e sem amargor.

O vinho acompanhou muito bem uma pizza de calabresa e tenho certeza que acompanharia muito melhor carnes e molhos fortes.

Importado pela Gran Cru a um valor de aproximadamente 50 reais é um Best buy pra mim. Esse eu comprei lá na Rosso Bianco, em Jundiaí, mas você pode encontrar nas lojas especializadas que têm parceria com a importadora. Vale a pena provar, pois não é fácil encontrarmos bons vinhos australianos a esse preço.

Um abraço

Daniel Perches

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18 Comentários

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  2. 2

    Rodrigo, mas também, depois de todos aqueles vinhos, eu acho até que a sua impressão foi muito boa desse! rsrs
    Experimente sozinho que eu acho que você vai gostar. Com comida vai melhor ainda.
    Um abraço
    Daniel

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    Olá Confrade Daniel Perches,

    valeu pela sugestão via Confraria Brasileira de Enoblogs.

    Provei neste domingo dia 02/05/2010, um excelentre vinho de corte, só que em vez de ser um trivarietal foi um composto de 5 castas: o Amalaya 2006 das bodegas Colome – Argentina.
    Daí suscitou-me uma questão que venho aos poucos já expondo para o nosso confrade Gil do VPT, ei-lá: Qual o vinho de corte com o maior número de castas que você já teve a graça de provar/degustar?

    Talvez eu faça essa pergunta a diversos confrades da #CBE e quem sabe teremos até material para uma postagem… se quiser tomar a frente desta pesquisa “sem querer” fique a vontade… ainda assim, estou às ordens.
    Saúde!
    Daniel Rezende
    do Atlan Vitis

  7. 8

    Olá Daniel
    Eu conheço o Amalaya. Um ótimo vinho!
    Realmente a pergunta é bacana. O vinho com o maior número de uvas (declaradas) que eu provei foi o DO, um italiano com 12 uvas. Eu vou postar sobre ele em breve.
    Outro dia provei um vinho português que o cara me falou que tinha mais de 30 castas diferentes, mas ele não saberia dizer quais. Aí não vale… rsrs
    E pra você, qual foi?
    Um abraço
    Daniel

  8. 9

    Olá Daniel!

    Já bebi este Heartland no curso da ABS. Achei bem legal, e como você disse, um best buy a 50 reais, e uma boa opção pra conhecer vinhos australianos (tem certa tipicidade).

    Só não sei se acompanharia tão bem a comida pelo que lembro, pois na época achei que podia ter mais acidez. De qualquer forma preciso bebê-lo novamente, e também experimentar o branco da mesma linha!

    Um abraço!
    Alexandre Takei

  9. 10

    Oi Alexandre, você recomendaria algum tipo de comida em especial?
    Vou provar o branco também e depois a gente se fala de novo pra saber como foi.

    Um abraço

  10. 11

    Oi Daniel

    Olha, se for pra combinar com comida, acho que vai pela sua recomendação de carnes grelhadas/assadas com gordura, e molho encorpado.

    Aí a harmonização seria através dos taninos, e não da acidez. Mas pra ser conclusivo eu realmente preciso beber de novo. Gostei de ter vindo aqui e lembrado deste vinho!

  11. 12

    Alexandre

    Essa discussão toda só me animou a provar novamente o vinho. Acho que vai ser um dos meus para o churrasco do dia das mães.
    Depois te conto.

    Abs

    Daniel

  12. 13

    Opa. Também já degustei esse vinho, mas com comida… um filet de avestruz. Realmente, ficou melhor acompanhado do prato.
    Na minhsa singela opinião, é um vinho com um certo diferencial, em sua faixa de preço.

    Se tiver um tempinho, dê uma olhada… consigliereduvino.blogspot.com/2010/02/filet-de-avestruz-com-legumes.html

    Abraço.

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    Sem dúvida o meu Best Buy… mantenho sempre algumas garrafas na adega, pra garantir.
    O curioso do Stickleback, tanto Red quanto White, é que a cada ano o corte é diferente.
    Taí uma brincadeira legal: buscar um exemplar de cada ano para fazer um comparativo. Para mim, o mais australiano é o 2006, com Cabernet, Shiraz e Grenache.

    Indico com segurança a linha completa da Heartland, da qual o Stickleback é a porta de entrada… a cada nova garrafa uma surpresa agradável, com atenção especial ao Heartland Shiraz, que com seus R$ 70,00 bate muito vinho de R$ 200,00.

    Na sequência, indico a linha Premium de Ben Glaetzer (Glaetzer Wines), que é o enólogo responsável também pela Heartlan Wines – Wallace, Bishop, Anaperenna e o ícone Amon-Ra. Semelhanças na estrutura entre a linha Heartland e a Glatzer não são meras coincidências.
    A vantagem da linha Heartland, é que com menos de R$ 100,00 pode-se provar vinhos tão bons quanto os da linha Glaetzer, que custam a partir de R$ 100,00.

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    Achei esse vinho maravilhoso, degustei o mesmo com risoto de carne de carneiro, sensacional.,

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