Dunamis Tom é um vinho Rosé inspirado na musicalidade

Gosto de novidades no mundo dos vinhos e acho que precisamos disso para crescer e melhorar sempre. E novidade e formas diferentes de fazer as coisas é com a Dunamis. Essa vinícola lá da Serra Gaúcha que é relativamente nova gosta de inovar. Já fez um vinho branco que tem Sauvignon Blanc em barrica e Chardonnay sem barrica (veja o post Dunamis Ser 2010 – um jeito diferente de fazer vinho branco) e depois veio com uma proposta que eu achei muito legal: foram a diversas cidades e levaram vários cortes diferentes de vinhos. O pessoal que participou dos eventos deu a sua opinião e o mais votado será produzido. Um vinho democrático!

Não é só nisso que a Dunamis é diferente. Vejo que são modernos na forma de comunicar, nos seus rótulos, enfim, em diversos aspectos. Então, quando me encontro com eles (e com seus vinhos, claro), eu sempre busco as novidades. E no Circuito Brasileiro de Degustação eu pude provar esse rosé feito de Cabernet Sauvignon, da safra 2011. As uvas são provenientes lá da Campanha Gaúcha e trazem nele um frescor e aromas que me agradaram muito.

É um vinho com uma coloração bem viva, daqueles que chamam a atenção na taça. Aromas bem abertos e bem fáceis de identificar como frutas vermelhas explodem no nariz, não deixando dúvidas sobre a vocação do vinho: refrescar os nossos dias de calor intenso.

Gostei do seu equilíbrio na boca (acidez, corpo) e acredito que seja um vinho relativamente fácil de harmonizar. Estive recentemente com um amigo que me recomendou um rosé com um atum grelhado e eu lembrei na hora do Dunamis Tom.

E se o quesito é harmonia, me parece que esse tom vai certo.

Um abraço

Daniel Perches

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7 Comentários

  1. 1

    Daniel, vi uma entrevista com o produtor da Dunamis e ele falou da pesquisa do corte do vinho.
    Fiquei com uma impressão diferente da sua. Me pareceu uma pesquisa com finalidade puramente comercial. Vamos fazer algo que vai vender mais, indiferente que isto seja a filosofia do produtor. Me lembrou os produtores que correm atrás de nota do Parker, com vinhos mais alcoólicos , excessos de aromas passificados e mais doces.
    Mas ainda vou prova-los , mas a impressão inicial é bem negativa!!!
    Abraço
    Abilio

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  4. 4

    Abilio
    Eu não tenho dúvida que tenha finalidade comercial, mas sinceramente isso não me incomodou. Acho legal quererem a nossa opinião. Se a gente tiver contribuído de verdade para a formação de um vinho que nos agrade, vou ficar contente.
    Sobre as notas do Parker, eu concordo com você: muitos produtores fazem o que ele gosta, para ganhar notas. O problema é que, na maioria das vezes, saem vinhos bons, não é mesmo? 🙂
    Mas acho a sua opinião muito válida. Vamos ver o vinho quando ficar pronto e voltamos a falar.
    Abraços
    Daniel

  5. 5

    Prezados Daniel e Flávio: de fato, a Dunamis é da Campanha Gaúcha, de Dom Pedrito (onde elabora vinhos tintos, branco e o rosé) e também da Serra Gaúcha, mais precisamente de Cotiporã, onde os vinhedos de Chardonnay e Moscato resultam nos espumantes Dunamis Ar. Abraços, Orestes Jr.

  6. 6
  7. 7

    Caro Abílio,
    Ficamos muito felizes em saber que tens acompanhado o nosso trabalho! Agradecemos principalmente as críticas.
    Creio que seja importante esclarecer alguns pontos sobre a tua opinião a respeito do projeto Vinho Democrático:
    1. A essência filosófica da Dunamis é “ajudar as pessoas a criarem momentos especiais”. Por isso é tão importante para nós saber a opinião da crítica especializada, cliente e leigos.
    2. Duas coisas muito importantes e fundamentais nos separam de quem elabora vinhos apenas para ganhar medalhas e serem pontuados: (A) A ordem dos fatores: no nosso caso, cuidamos das uvas desde os nossos próprios vinhedos até a elaboração dos vinhos com o cuidado de preserver as características do terroir de cada vinhedo, só no momento dos cortes é que escolhemos aquele que mais agrada as pessoas; nos outros casos, o que importa é a opinião dos críticos e fazem de tudo para agradá-los, mesmo que isso desrespeite o que a natureza oferece. (B) Acreditamos que cada um deva beber o vinho de que goste: em outras palavras, não acreditamos que as pessoas tenham de pedir opiniões aos experts ou seguir os seus guias e pontuações para fazer as suas escolhas, por isso perguntamos também a leigos o que acham de nossos cortes.
    3. Os nossos vinhos, como já citei, respeitam o terroir de cada um de nossos vinhedos. Isso nos afasta completamente dos vinhos “comerciais” que citaste, alcoólicos, aromas passificados e adocicados; os nossos vinhos da Campanha Gaúcha não passam de 12% de ácool e têm uso muito moderado de barricas.
    Convido a experimentar os nossos vinhos. Estou à disposição para qualque esclarecimento sobre o nosso projeto.
    Júlio César Kunz (diretor-executivo da Dunamis)

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