Don Miguel Escorihuela Gascon – vinho ícone da bodega

A Bodega Escorihuela Gascón, na Argentina, é uma daquelas que vale muito a pena conhecer, tanto as suas instalações, seu restaurante e principalmente, seus vinhos. Veja um pouco da história deles (retirado do site da Grand Cru):

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A história da bodega remonta 1880, quando Miguel Escorihuela Gascón, então com 19 anos, imigrou da Espanha para a Argentina. Depois de um curto período na capital, Miguel mudou-se para Mendoza, onde adquiriu 17 hectares de terra e iniciou a construção da vinícola. Em 1993, Nicholas Catena herdou o negócio, investindo na modernização da produção para adequá-la às exigências do mercado atual, tornando-a reconhecida mundialmente. Atualmente, a vinícola mantém seu charmoso prédio de origem, com um renomado restaurante, chamado 1884

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Seus vinhos, desde as linhas mais “básicas” são muito bem elaborados e de excelente qualidade. Mas esse, o Don Miguel, ou simplesmente DON, é o ícone da bodega. Elaborado com Malbec, é um grande vinho, longevo, intenso e marcante.

Para comprovar isso, o enólogo da casa, Matías Ciciani, esteve no Brasil e apresentou uma vertical desse vinho, para total deleite de quem esteve no almoço com ele. As safras provadas foram as seguintes, com breves comentários:

2006
Elaborada com barricas novas, fazendo sangria do vinho para deixá-lo ainda mais intenso. O resultado hoje é um vinho super encorpado, com aromas já evoluídos, mas com taninos firmes. Beba já, pois está provavelmente no pico de sua evolução.

2008
Muita estrutura, corpo e com um pouco mais de aromas de frutas em compota (o 2006 está bem mais para a madeira). Também pode ser bebido já

2009
Ao ser servido mostrou-se mais “contido”, mas foi abrindo aos poucos. Vale decantar. Aqui já começam a aparecer frutas mais jovens e um pouco de toque de alcaçuz.

2011
Vinho que está jovem, mas que está muito bom para ser bebido agora. Lembra frutas vermelhas e toques de ervas e alcaçuz.

2012
Aromas levemente mais adocicados, mas muito agradáveis. Talvez ao evoluir um pouco mais na garrafa ganhe notas mais complexas.

2013
As ervas aromáticas e o toque de alcaçuz aparecem aqui fortemente, mostrando um novo estilo de vinho, diferente dos anos anteriores. Desta vez (e por diante) o enólogo busca mais frescor.

2014
Vinho bastante equilibrado, que ainda está jovem, mas que já dá para ser bebido com grande prazer. Seus taninos ainda vão amaciar mais com o tempo. Se tiver uma garrafa desta, vale esperar um pouco para abrir para ver o que acontece.

2015
É a safra que vai chegar na Grand Cru logo mais. Já claramente com um novo estilo, privilegiando a fruta e o frescor. Pode ser bebido já ou ser guardado por alguns anos.

Como estamos falando de um grande vinho, ícone de uma bodega focada em qualidade, é um que praticamente não precisa ser descrito, só comprado e aprecidado. Como todo bom ícone, não custa barato, mas vale a pena. Está saindo R$ 559,90 no site da Grand Cru.

Se comprar, abra com uma bela carne bem feita na brasa e só. é o bastante para ser bem feliz.

Um abraço

Daniel Perches

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Um comentário

  1. 1

    Comprar vinho no Brasil sempre foi caro, todos concordamos e sabemos.
    O que eu ainda não entendi foi não encontrar vinhos argentinos a preços mais baratos dada a grande desvalorização do Peso frente ao Real, que aconteceu no início de setembro desse ano. Esse vinho é comprado lá por 2.350,00 pesos, que na cotação atual, 1 Peso = 0,10 Real, o coloca a R$ 235,00. Mas na Grand Cru custa R$ 560,00, mais que o dobro (2,40 vezes mais caro, ou 140%).
    Don Melchor 2015 é vendido no Chile por aprox 100.000 pesos, que dá uns R$ 530 Reais hoje. Você consegue o mesmo vinho no Brasil por R$ 600 a R$ 650, (1,20 vezes mais caro, ou 20%).
    Ou a CyT faz mágica com os preços aqui ou a Grand Cru tem uma margem absurdamente alta.
    Tem a resposta Perches?

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