Barrua 2005 (sempre me impressiono com esse vinho)

Se você tem alguns vinhos em casa, deve ter aqueles que você guarda com carinho e que nunca quer abrir, já percebeu? (e se você é daqueles que consegue ficar só com poucas garrafas na adega, dê-se por feliz, pois a cada dia que passa penso mais sobre essa questão: será que vale a pena ficar guardando vinhos?)

Eu não fujo à regra e dos vinhos “de guarda” que tenho, alguns são mais queridos. E é o caso do Barrua 2005, que eu estava guardando já há algum tempo. Comprei esse vinho faz mais de um ano lá na Ravin, depois de ter provado numa degustação com o produtor (Agricola Punica). Provei e me encantei. Aí não resisti e comprei um pra mim.

Mas como está chegando o meu aniversário e nesses momentos a gente acaba se soltando um pouco mais, resolvi abrir o vinho, pois fiz em casa um belo ragú com polenta, pra aproveitar o “pseudo-frio” que fez em Sampa por esses dias.

O Barrua, pra mim, é um vinho esplêndido. Produzido na Sardegna com as uvas Carignan, Merlot e Cabernet Sauvignon, é um vinho que é possível ser guardado por muitos anos, mas acho que eu abri no momento exato dele. Seis anos é o suficiente pra esse vinho chegar ao seu auge. Acredito que alguns prefiram o vinho ainda mais evoluído e acho que ele aguenta, mas ao que me parece, o momento de auge dele é agora.

O vinho ainda estava com taninos bem presentes e uma acidez incrível e com a gordura do prato que acompanhou foi muito bem.

Eu sinto claramente a influência da Carignan no vinho, trazendo toques de cedro e damasco. O vinho passa por madeira e isso deixa ele com aromas também de chocolate e caixa de charuto.

Se você gosta de vinhos italianos, sugiro provar esse. Custa em torno de 250 reais na Ravin, mas vale a pena pela sua qualidade. Recomendo fortemente um bom prato pra acompanhar. Fica ainda melhor!

Um abraço

Daniel Perches

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2 Comentários

  1. 1

    Também sou assim, tenho um vinho português, Quinta São João safra 2004, que até agora não encontrei uma data espaecial para apreciá-lo e tampouco coragem de abri-lo.

  2. 2

    Pois é, Osmir. E o pior é se a gente perder as datas.
    Eu tento me desapegar, mas confesso que é difícil. Nesse final de semana vou fazer mais “exercícios” e tirar alguns da adega. Vamos ver o que sai… 🙂
    Abraços
    Daniel

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